Ali Khamenei morre após ofensiva dos EUA e Israel e aprofunda tensão no Oriente Médio
Ataque aéreo surpreende Teerã e muda o rumo da política iraniana
Explosões foram registradas durante bombardeios na capital iraniana, intensificando a crise no Oriente Médio - Reprodução/ YouTube Ali Khamenei, líder supremo do Irã, morreu em 28 de fevereiro de 2026 depois de uma operação militar coordenada entre Estados Unidos e Israel. A informação foi confirmada por autoridades iranianas e também pelo ex-presidente americano Donald Trump.
Os ataques atingiram pontos considerados estratégicos em Teerã e já são apontados como um dos acontecimentos mais marcantes do cenário internacional nos últimos anos.
A morte do aiatolá encerra um ciclo de quase 40 anos de comando absoluto sobre as principais estruturas do Estado iraniano.
Ao longo desse período, ele concentrou poder sobre as Forças Armadas, o Judiciário e a política externa, além de exercer influência direta sobre a economia e a comunicação no país. O episódio desencadeou reações imediatas no exterior e aumentou a instabilidade na região.
De formação religiosa ao centro do poder político
Nascido em 1939, em Mashhad, o religioso veio de uma família de tradição clerical xiita e iniciou ainda jovem seus estudos no seminário de Qom.
Lá, aproximou-se do aiatolá Ruhollah Khomeini e passou a integrar o movimento contrário ao xá Mohammad Reza Pahlavi, sendo detido diversas vezes por envolvimento em mobilizações políticas.
Após a Revolução Iraniana de 1979, ganhou espaço na nova estrutura de poder. Em 1981, sobreviveu a um atentado a bomba que comprometeu permanentemente seu braço direito.
No mesmo ano, assumiu a presidência do país, cargo que ocupou até 1989, fortalecendo vínculos com a Guarda Revolucionária durante o conflito contra o Iraque.
A chegada ao posto mais alto da República Islâmica
Com a morte de Khomeini, em 1989, Ali Khamenei foi escolhido pela Assembleia dos Peritos para liderar o país como autoridade máxima. A indicação exigiu ajustes na Constituição, já que ele ainda não reunia o mais alto grau religioso tradicionalmente associado à função.
No comando, consolidou um sistema altamente centralizado. Indicou chefes militares, magistrados e dirigentes de órgãos estratégicos, ampliando sua influência sobre decisões internas e externas. O cargo de líder supremo ganhou ainda mais peso político sob sua condução.
Protestos reprimidos e desafios econômicos
Os anos seguintes foram marcados por repressão a manifestações populares, especialmente nas mobilizações registradas em 2009, 2019 e 2022.
Houve confrontos, detenções em larga escala e críticas de organizações internacionais sobre violações de direitos humanos. O governo também endureceu punições contra opositores e jornalistas.
Paralelamente, o país enfrentou dificuldades econômicas agravadas por sanções externas. A inflação persistente, o desemprego elevado e a perda de poder aquisitivo afetaram milhões de iranianos, alimentando o descontentamento social.
A ofensiva militar e suas consequências
A operação que culminou na morte do líder iraniano ocorreu durante bombardeios direcionados a instalações consideradas estratégicas.
Autoridades americanas declararam que a ação buscava conter capacidades militares e pressionar o avanço do programa nuclear iraniano.
Após o anúncio oficial da morte, o governo do Irã prometeu responder. Foram registrados lançamentos de mísseis contra alvos israelenses e posições americanas no Golfo, além de ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio mundial de petróleo.
Especialistas alertam que o cenário pode desencadear uma nova fase de instabilidade regional.
Incertezas sobre o futuro político
Com a perda de sua principal liderança, o país inicia um processo sensível de sucessão em meio a tensão interna e pressão internacional.
A escolha do próximo líder poderá indicar uma postura mais moderada ou, ao contrário, reforçar a linha dura do regime.
O episódio é visto como um divisor de águas na política global. O Oriente Médio passa por um momento decisivo, e os próximos movimentos das potências envolvidas serão determinantes para medir o alcance dessa transformação histórica.




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