Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno e bloqueia operações
Cerca de 160 mil credores serão impactados, com R$ 4,9 bilhões em depósitos elegíveis
Sede do Banco Pleno teve atividades encerradas após decreto de liquidação extrajudicial - Divulgação/Banco Pleno O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., instituições ligadas ao antigo conglomerado do Banco Master.
A medida visa proteger o Sistema Financeiro Nacional diante do agravamento da situação econômico-financeira das empresas, com perda de liquidez e descumprimento de normas regulatórias.
Motivos da Liquidação
A decisão do Banco Central foi impulsionada pela deterioração grave da liquidez do Banco Pleno, que não conseguia mais honrar obrigações cotidianas, além de violações diretas às normas do setor financeiro.
O banco, controlado pelo empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do grupo Master, apresentava irregularidades contábeis e operacionais persistentes, o que levou à intervenção regulatória urgente para evitar riscos sistêmicos.
Impacto nos Clientes
Os cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis, totalizando R$ 4,9 bilhões, terão seus saldos protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ por instituição, em conta.
Produtos como CDB, RDB, LCI e LCA estão cobertos, com pagamentos iniciados após consolidação de dados pelo liquidante, garantindo recuperação rápida para correntistas e investidores.
Processo de Liquidação
O advogado José Eduardo Victória, da MRV Advogados, foi nomeado liquidante e já encerrou todas as operações, incluindo agências e canais digitais do Banco Pleno.
Os bens de controladores e administradores foram bloqueados, enquanto o Banco Central prossegue com apurações que podem resultar em sanções administrativas e comunicações a outras autoridades.
Conexão com o Grupo Master
Essa é a sétima instituição ligada ao conglomerado Master a entrar em liquidação extrajudicial desde novembro de 2025, incluindo Banco Master, Letsbank (BlueBank) e Will Bank.
A crise do grupo, marcada por problemas de solvência e investigações como a Operação Compliance Zero, reflete a vigilância do BC contra práticas que ameaçam a estabilidade financeira nacional.




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